Que bom seria se a verdade
fosse mais fácil de dizer
e não tivesse que sobreviver
sob nossos afetados egos.
Que alívio eu teria se a maldade
não fosse mais que uma indisposição
e passasse com meia tarde de repouso
e uma xícara de chá.
Que maravilha se todas
as conversas fossem em tom amistoso,
como orações a se rezar.
Quem nos elege ao escutá-las?
Queria, justo fosse acreditar,
que em assuntos como sexualidade,
política, religião e ciências
pudessem todas as consciências,
limpas nos travesseiros se deitar.
Que correto seria, se cabides hoje
apenas para roupas usados fossem,
e não para empregos, pompas,
manias e circunstâncias torpes.

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